Categoria: Natureza > Estufa
Distrito: Lisboa > Lisboa > Lisboa > Avenidas Novas
A Estufa Fria encontra-se em pleno Parque Eduardo VII, uma vasta área verde na zona das Avenidas Novas em Lisboa. Está situada na parte central do parque, facilmente identificável pela sua entrada distinta próxima de um dos grandes lagos que marcam o espaço. A sua posição no parque oferece um refúgio tranquilo no coração da cidade.
A história deste jardim coberto começou de forma inesperada, numa antiga pedreira de basalto desativada. A descoberta de uma nascente de água no local levou ao seu aproveitamento para abrigar plantas diversas, que inicialmente teriam outro destino. O nome "Estufa Fria" deriva da conceção original do espaço principal, que utiliza uma cobertura de ripas de madeira para controlar naturalmente a temperatura e a luz, dispensando aquecimento artificial.
Ao longo do tempo, o espaço evoluiu. Nos anos 40, foi integrada uma grande sala, a "Nave", durante uma remodelação do parque. Mais tarde, em 1975, foram adicionadas a Estufa Quente e a Estufa Doce, expandindo significativamente a coleção botânica e a diversidade de ambientes representados.
No interior da Estufa Fria, o visitante descobre diferentes ambientes que acolhem uma impressionante coleção botânica, com centenas de espécies de vários cantos do mundo. O espaço divide-se em três grandes áreas distintas, cada uma recriando condições específicas para as plantas que abriga.
A secção principal, a Estufa Fria original e a maior, abriga plantas que se adaptam a temperaturas mais moderadas, protegidas pela cobertura de ripas de madeira que filtra a luz. Aqui encontram-se espécies como azáleas e camélias. A Estufa Quente recria um clima tropical, ideal para espécies como mangueiras, cafeeiros ou bananeiras. Já a Estufa Doce é o lar de cactos e outras plantas suculentas. Esta diversidade permite um percurso variado entre diferentes paisagens vegetais.
Para além da riqueza botânica, a Estufa Fria oferece uma atmosfera única, que transporta o visitante para longe do ambiente urbano exterior. O percurso faz-se por caminhos sinuosos, entre vegetação luxuriante, cascatas que criam suaves ruídos de água e pequenos lagos. Existem também grutas e recantos que convidam à exploração.
A combinação de elementos naturais recriados e a abundância de plantas tropicais e subtropicais confere ao espaço um ambiente que pode ser descrito como selvagem e romântico, ou mesmo como uma selva surreal no coração da cidade. É um local que convida à contemplação e onde parece que o tempo desacelera.
O espaço não se limita à natureza e à sua arquitetura funcional. Ao longo dos percursos e nos recantos do jardim, é possível encontrar algumas obras de arte, como estátuas de autores portugueses, que complementam a paisagem verde e aquática. O pórtico de entrada, desenhado por Francisco Keil do Amaral, é também um elemento arquitetónico de destaque que marca o acesso a este jardim.
Licença: https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/deed.pt
Coordenadas DD: 38.7287078,-9.155125
Coordenadas DMS: 38°43'43.3"N 09°09'18.4"W