Categoria: Arquitetura civil > Palácio
Distrito: Lisboa > Lisboa > Lisboa > Santo Amaro
O Palácio Vale-Flor encontra-se em Lisboa, na zona elevada do Alto de Santo Amaro. A sua posição concede-lhe, em certos pontos, uma vista sobre a Ponte 25 de Abril e o rio Tejo. Embora inserido numa área residencial, o palácio destaca-se pela sua imponência, resguardado por um extenso jardim murado que define a sua propriedade.
Edificado nos finais do século XIX e concluído no início do século XX, o Palácio Vale-Flor foi a residência de José Luís Constantino Dias, a quem D. Carlos I concedeu o título de Marquês de Valle Flor. A riqueza da sua arquitetura eclética e a sua importância histórica levaram à sua classificação como Monumento Nacional em 1997, reconhecendo o seu valor inestimável para o património português.
O palácio apresenta uma arquitetura residencial de estilo eclético, concebida por arquitetos como Nicola Bigaglia e José Ferreira da Costa, com contributos de Miguel Ventura Terra. No seu interior, realçam-se pormenores decorativos de grande valor. É possível apreciar um átrio de entrada revestido em mármores polícromos e uma grandiosa escadaria que conduz ao piso nobre. Neste piso, salas como a de inspiração oriental, com tetos pintados e elementos "Namban" da autoria de Eugénio Cotrim, e a de estilo neo-rococó, com espelhos, talha dourada e pinturas de Carlos Reis sobre a temática da música, demonstram a opulência da época. Não menos interessante é a sua capela de planta circular, adornada com pilastras de mármore e capitéis jónicos, e os salões da ala norte, cujos tetos ostentam pinturas de Constantino Fernandes.
O palácio é envolvido por um vasto jardim de traçado romântico, que convida a um passeio tranquilo. Este espaço verde é um deleite para os sentidos, com a sua diversidade de espécies vegetais e recantos cuidadosamente desenhados. Entre os elementos que pontuam o jardim, destaca-se a Casa do Lago, um pavilhão singular de estilo oriental do final do século XIX. Encontram-se também quatro estátuas femininas que simbolizam as estações do ano, e os caminhos de calçada portuguesa que serpenteiam por entre a vegetação, oferecendo diferentes ambientes ao longo do percurso. Mesmo a antiga construção das cocheiras, do outro lado da rua, chama a atenção pela sua forma de ferradura e pelo brasão de armas do marquês visível no seu torreão central, complementando o conjunto paisagístico do palácio.
Coordenadas DD: 38.703748221429, -9.1867365285714
Coordenadas DMS: 38°42'13.5"N 09°11'12.3"W